sábado, 22 de abril de 2017 - 12:53h
Órgãos do setor econômico acompanham técnicas de manejo florestal em Porto Grande
Integração dos órgãos estaduais fortalece o desenvolvimento sustentável nas áreas de floresta.
Por: Nathacha Dantas .Colaboradores: Lilian Guimarães
Foto: Marcelo Loureiro
Foi a primeira vez que órgãos do setor econômico estadual acompanharam o plano de manejo da iniciativa privada.

Nesta sexta-feira, 21, uma equipe de governo, liderada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF/AP), foi até o município de Porto Grande, a pedido dos empreendedores do setor florestal. Os técnicos foram visitar uma área de manejo florestal sustentável e acompanhar quais técnicas estão sendo aplicadas na região.

Foi a primeira vez que órgãos do setor econômico estadual acompanharam o plano de manejo da iniciativa privada, para entender como está acontecendo a dinâmica da implementação de políticas públicas, identificar resultados positivos e negativos e traçar novos planejamentos.

“O setor florestal precisa de políticas públicas de desenvolvimento sustentável. Com a transferência das terras da União para o Amapá, que tem sido buscada por aproximadamente 15 anos, aumentou a confiança dos empresários nessa política de desenvolvimento do Estado”, notou o secretário de Estado do Meio Ambiente (Sema), Marcelo Creão.

Os engenheiros florestais que atuam na região explicaram aos gestores o plano de manejo aplicado por eles para transformar a floresta produtiva em um ativo econômico, associando conhecimento e tecnologia e, desmistificando a ideia de que a exploração madeireira é danosa e pouco contribui para o desenvolvimento econômico.

“Hoje, tivemos um retrato de que podemos explorar nossas florestas, sem danos e com muitos benefícios, com oportunidades de emprego e aproveitamento de nossas riquezas naturais de forma mais consciente e consistente”, pontuou o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), Robério Nobre.

Uma das reivindicações apresentada pelos empreendedores foi a mudança na legislação, para aumentar o aproveitamento da matéria-prima. Atualmente, só é permitido utilizar 45% de uma árvore comercial, por exemplo. Aumentar o aproveitamento significa comercializar mais, em torno de uma única árvore, diminuindo assim o impacto ambiental.

Outra pauta que também tem sido discutida com o poder público é a construção de um inventário florestal, considerado um dos fatores básicos para o sucesso do manejo sustentável. A Universidade do Estado do Amapá (Ueap)poderá ajudar neste processo de construção.

“Essa primeira etapa de conhecimento do processo é bastante produtiva e benéfica, tanto para o setor privado, quanto para o poder público. Nesse encontro, pudemos identificar as dificuldades e de que forma podemos incentivar o setor. Constatamos que, realmente, temos empreendedores que seguem as leis, não visando apenas o ganho, mas, no desenvolvimento sustentável, social e ambiental. Quanto ao poder público, a partir do que foi apresentado, temos a satisfação em dar os incentivos necessários para o aumento da produção”, avaliou o presidente do IEF/AP, Marcos Tenório.

Manejo Florestal Sustentável

O Manejo florestal sustentável é a administração da floresta para obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando os mecanismos de sustentação do ecossistema, objeto do manejo. E, considerando, cumulativa ou alternativamente, a utilização de múltiplas espécies madeireiras, de múltiplos produtos e subprodutos não-madeireiros, bem como, a utilização de outros bens e serviços florestais.

Trabalho integrado

Participaram da visita técnica os gestores dos órgãos que compõem o setor econômico do estado: Setec, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR), Secretaria de Estado do Turismo (Setur), Sema, Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), Agência de Pesca do Amapá (Pescap), Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), Universidade do Estado do Amapá (Ueap), Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Estado do Amapá (Imap), IEF, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap) e Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete).

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