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segunda, 14 de novembro de 2022 - 18:05h - 1364
COP-27: Amapá e BNDES firmam parceria para construção de modelagem de concessão florestal de 600 mil hectares
Leilão, que deve ocorrer em um ano, vai considerar potencialidades da área para além do valor da madeira.
Por: Anne Santos
O contrato foi assinado no estande do Consórcio Amazônia Legal, no Egito, durante a COP-27.

O Governo do Amapá e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram parceria para a construção da modelagem para concessão florestal de uma nova área de 600 mil hectares da Floresta Estadual do Amapá. A medida ocorreu nesta segunda-feira, 14, no Egito, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP-27).

O contrato foi assinado no estande do Consórcio Amazônia Legal (CAL) pelos secretários de Estado do Planejamento, Eduardo Tavares, do Meio Ambiente, Joel Rodrigues, e pelo diretor de Concessões e Privatizações do BNDES, Fábio Abrahão.

A área de 600 mil hectares poderá ser concedida de forma única ou fracionada. A avaliação técnica decidirá o que é mais vantajoso do ponto de vista socioambiental. A estimativa do secretário do Meio Ambiente, Joel Rodrigues, é de que o leilão ocorra em até um ano.

Além do valor da madeira, a modelagem deve levar em conta o potencial de serviços florestais, de extrativismo e do manejo comunitário.

“É inovador na medida em que vai muito além da precificação do valor da madeira”, afirma o secretário do Planejamento, Eduardo Tavares.

Não haverá desembolso imediato por parte do governo, a instituição financeira será paga com parte dos recursos desembolsados pelo futuro concessionário. O BNDES tem experiência em projetos do tipo. Hoje, o banco tem 18 milhões de hectares de florestas na sua carteira de concessão.

Além do contrato, o Governo do Amapá, durante a COP-27 já firmou acordo com a Emergent no valor de R$800 milhões em compensações ambientais, tornando o Amapá, o 1º estado brasileiro a adotar esta iniciativa para recompensar financeiramente os esforços na redução de emissão de gases e desmatamento.

O Amapá também apresentou os resultados do projeto Amazônia +10, que fomenta a produção de pesquisas científicas, com a realização de uma chamada pública com 152 propostas e a criação do Amaparque, uma área de cerca de 6,5 mil hectares, de conservação para lazer, práticas esportivas e contemplação da natureza, tornando-se o maior parque metropolitano do mundo.

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