segunda, 18 de outubro de 2021 - 15:30h - 7662
Governo leva água potável a famílias atingidas por salinização no arquipélago do Bailique
São 500 mil litros de água enviados por meio fluvial ao longo de três dias; Estado também providenciou estação de tratamento de água para a região.
Por: Claudio Morais .Colaboradores: Camila Ramos
Foto: Maksuel Martins/Secom
Balsa com suprimento de água parte do município de Santana para o distrito de Bailique nesta segunda-feira, 18.

Uma balsa abastecida com cerca de 100 mil litros de água potável parte nesta segunda-feira, 18, da área portuária do município de Santana rumo ao Bailique, arquipélago pertencente ao município de Macapá. Ao longo de três dias, serão 500 mil litros de água potável enviados pelo Governo do Amapá para as cerca de 8 mil famílias atingidas pela salinização causada pelo avanço do mar na região.

SAIBA MAIS: Governo planeja ações de assistência aos distritos de Bailique e Vila Velha do Cassiporé.

“Estamos trabalhando de forma integrada entre os diversos órgãos do Estado para garantir assistência efetiva a curto, médio e longo prazo para a população”, disse o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Wagner Coelho.

Além do carregamento imediato de água potável, o Governo também envia para a localidade uma Estação de Tratamento de Água para abastecer, de forma definitiva, as famílias atingidas pela salinização. A estrutura é capaz de produzir 10 mil litros do líquido potável por hora e será instalada em uma balsa que também receberá uma bomba de captação. 

A logística da operação consiste em extrair água do Rio Amazonas em pontos próximos ao Bailique que ainda não foram atingidos pela salinização. Uma equipe da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) trabalha para que a instalação esteja completa na quinta-feira, 21, e a balsa parta para o arquipélago.

Terras Caídas

O avanço do mar sobre os leitos dos rios, causa da salinização da água na região e agravado pela estiagem deste ano, é monitorado pelas equipes do Governo do Estado junto de outro fenômeno: as “terras caídas”.

O fenômeno é caracterizado pela erosão das margens dos rios, que provoca o avanço de sedimentos para os leitos de água e o desmoronamento do solo, ameaçando também a integridade das edificações.

Desde 2015 um grupo de trabalho permanente é comandado pela Defesa Civil do Amapá, que junto de pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa) e outras instituições, realizam estudos e prestam assistência à população da região afetada.

 

 

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